Filiação dos autores:
1-2 [Universidade Estadual de Ponta Grossa, UEPG]
Editor-chefe responsável pelo artigo: Leandro Fernandes Malloy-Diniz
Contribuição dos autores segundo a Taxonomia CRediT: Leal JF, Schamne MG [1-14].
Conflito de interesses: declaram não haver.
Fonte de financiamento: não se aplica.
Parecer CEP: não se aplica.
Recebido em: 12/06/2026 | Aprovado em: 13/06/2026 | Publicado em: 22/06/2026
Como citar: Estresse crônico e sintomas emocionais na doença de Parkinson: implicações psicofarmacológicas em modelo experimental. Debates Psiquiatr. 2026;16:1-3, e1626. https://doi.org/10.25118/2763-9037.2026.v16.1626
O I CBPI - Congresso Brasileiro de Psicofarmacologia e Intervenções - foi realizado pela Associação Brasileira de Psiquiatria, ABP, nos dias 29 e 30 de maio de 2026, na cidade de Gramado, RS, Brasil
Nome do Apresentador: Juliana Ferreira Leal
E-mail: lealjulianaferreira@gmail.com
Instituição de todos: Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Área Temática: Pesquisa
Coautora:
Schamne, M.G - Marissa Giovanna Schamne maschamne@gmail.com
Editor-chefe responsável: Leandro Fernandes Malloy-Diniz
Objetivo: Avaliar a influência do estresse, especialmente em modelo farmacológico de ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA), sobre sintomas emocionais associados à doença de Parkinson. Método: Camundongos fêmeas C57BL/6 foram submetidos a estresse agudo (contenção) ou estresse crônico induzido por corticosterona por 21 dias, associados à administração intranasal de 1-metil-4-fenil-1,2,3,6-tetraidropiridina (MPTP), uma neurotoxina dopaminérgica. Foram avaliados comportamentos anedônicos e do tipo depressivo por meio dos testes de consumo de sacarose, borrifada com sacarose, suspensão pela cauda e nado forçado, além da atividade locomotora em campo aberto. O estudo seguiu o Guide for the Care and Use of Laboratory Animals e foi aprovado pelo Comitê de Ética no Uso de Animais da Universidade Federal de Santa Catarina (CEUA/UFSC), protocolo nº 2895030817. Resultados: O estresse agudo promoveu alterações discretas, com impacto limitado sobre os desfechos emocionais induzidos pelo MPTP. Em contraste, o estresse crônico potencializou os efeitos da neurotoxina, evidenciado por redução do consumo de sacarose, aumento da latência e prejuízo no autocuidado, além de maior tempo de imobilidade nos testes comportamentais. Não foram observadas alterações motoras significativas, sugerindo predomínio de efeitos na esfera emocional. Conclusão: O estresse crônico intensifica sintomas emocionais em modelo experimental da doença de Parkinson, possivelmente por mecanismos associados à hiperatividade do eixo HPA e maior vulnerabilidade a insultos neurotóxicos.