Trastornos mentales y COVID-19 en trabajadores: un estudio sobre el absentismo laboral en Brasil
Palabras clave:
trastornos mentales, absentismo, salud laboral, coronavirus, pandemiaResumen
https://repositorio.uvv.br/handle/123456789/951
Introducción: En los últimos años, las ausencias laborales debidas a trastornos mentales han adquirido mayor visibilidad. Según datos de la seguridad social, la depresión figura como una de las principales causas de incapacidad laboral. Según estimaciones de la Organización Mundial de la Salud (OMS), para 2020 la depresión sería la principal causa de baja por incapacidad a nivel mundial. Los trastornos de ansiedad se encuentran entre los trastornos mentales más prevalentes en la población general. Según la OMS, Brasil sufre una epidemia de ansiedad, siendo considerado el país con mayor índice de ansiedad del mundo. La depresión y los trastornos de ansiedad comprometen significativamente la calidad de vida y la productividad de las personas. Mientras que la tristeza es el síntoma predominante en la depresión, la ansiedad se caracteriza por aprensión, preocupación excesiva y miedo. La pandemia de Covid-19 impactó este panorama laboral, forzando cambios radicales en los sectores económico, educativo, cultural y religioso. Objetivo: Este estudio tiene como objetivo analizar las ausencias laborales debidas a trastornos mentales, ansiedad y depresión entre los trabajadores en Brasil, antes y durante la pandemia de Covid-19. Método: Este es un estudio transversal realizado utilizando datos de la base de datos del Instituto Nacional de Seguridad Social (INSS), con todos los registros de trabajadores desde enero de 2016 hasta diciembre de 2021. Los datos se analizaron utilizando estadística descriptiva y pruebas inferenciales. Resultados: La muestra consistió en 883,941 trabajadores. Los trabajadores que tomaron licencia por trastornos mentales fueron predominantemente mujeres, de entre 35 y 39 años, siendo 2020 el año con la mayor prevalencia. En cuanto a los trabajadores que tomaron licencia por Covid-19, los hombres mostraron una mayor prevalencia, de entre 35 y 54 años, siendo 2021 el año con el mayor número de ausencias. En general, el Distrito Federal tuvo el mayor número de ausencias laborales por depresión, ansiedad y Covid-19. Se observó un aumento considerable en las ausencias por depresión y ansiedad durante el período de la pandemia en comparación con los cuatro años anteriores a la pandemia en Brasil. Conclusión: Este estudio proporciona datos importantes sobre salud mental ocupacional, demostrando la necesidad de la participación de los servicios de salud ocupacional en la planificación de acciones de promoción de la salud. Se espera que esto anime a los empleadores a invertir en aspectos relacionados con la salud mental de sus trabajadores, con el fin de promover la salud y prevenir el absentismo.
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