Psiquiatria contemporânea e redes sociais: riscos, oportunidades e distorções
DOI:
https://doi.org/10.25118/2763-9037.2026.v16.1533Palavras-chave:
Redes sociais, Psiquiatria, ética médica, Psicoeducação, diagnóstico psiquiátricoResumo
A percepção, a nomeação e o compartilhamento do sofrimento psíquico na contemporaneidade foram modificados de forma dramática, principalmente devido ao crescimento exponencial das redes sociais. Se, por um lado, as plataformas ampliam o acesso à informação e contribuem para a redução do estigma em saúde mental, por outro favorecem a banalização diagnóstica, o autodiagnóstico impreciso e a construção ou adoção de identidades psicopatológicas rígidas. O texto analisa de forma crítica e abre a discussão sobre os impactos das redes sociais na prática clínica da psiquiatria. A relação entre psicoeducação e simplificação excessiva, o papel dos influenciadores digitais e os conflitos éticos envolvidos, além dos novos desafios imputados ao psiquiatra, que, como nunca antes, passa a atuar como mediador. Hoje, o psiquiatra necessita desenvolver a capacidade de dialogar com a cultura digital, com o paciente “superinformado”, muitas vezes, carregado de vieses e ruídos diagnósticos, e manter, essencialmente, o rigor técnico, ético e conceitual e o respeito à complexidade clínica.
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