Orientação sexual e identidade de gênero: a homossexualidade e seus reflexos na saúde mental de estudantes de medicina de uma universidade sergipana

Autores

  • Danilo Bastos Bispo Ferreira Residente em Psiquiatria da Infância e Adolescência, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, HC-UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil https://orcid.org/0000-0003-2997-6616
  • Fernanda Bastos Bispo Ferreira Graduanda em Medicina, Universidade Federal de Alagoas, UFAL, Arapiraca, AL, Brasil https://orcid.org/0000-0003-4362-2486
  • Camila Costa Santos Menezes Clínica Médica, Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe, HU-UFS, Aracaju, SE, Brasil https://orcid.org/0000-0003-4010-1685
  • Adozina Marques de Souza Neta Residente em Cardiologia, Instituto Nacional de Cardiologia, INC, Rio de Janeiro, RJ, Brasil https://orcid.org/0000-0002-9844-7147
  • Bianca de Souza Leite Pessôa Graduanda em Medicina, Universidade Federal de Sergipe, UFS, Aracaju, SE, Brasil https://orcid.org/0000-0001-8000-4682
  • Roberta Machado Pimentel Rebello Mattos Universidade Tiradentes , UNIT, Aracaju, SE, Brasil https://orcid.org/0000-0002-7275-2522
  • Déborah Pimentel Universidade Federal de Sergipe, UFS, Aracaju, SE, Brasil https://orcid.org/0000-0003-2102-7125

DOI:

https://doi.org/10.25118/2763-9037.2022.v12.354

Palavras-chave:

homossexualidade, depressão, estudantes de medicina

Resumo

Introdução: Por orientação sexual depreende-se como padrão de excitação física e emocional de um indivíduo, incluindo fantasias, comportamentos e atividades, e o(s) gênero(s) a quem um indivíduo é física ou sexualmente atraído. Lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (sigla LGBT) fazem parte de uma minoria que sofre muito preconceito e está sob constante estigma, logo, estão envoltos em diversos estressores Objetivo: Estimar a prevalência da população de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) no curso de medicina de uma universidade sergipana; identificar possível desconforto quanto à orientação sexual no corpo discente; descobrir indícios de depressão nos participantes da pesquisa segundo a sua orientação sexual; determinar a relação entre desconforto e o relacionamento social acadêmico. Método: Amostra do tipo conveniência com 142 acadêmicos que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e responderam quatro questionários: demográfico, Inventário de Depressão de Beck, Escala de Avaliação do Ambiente Acadêmico Frente às Necessidades da População LGBT e a Escala de Percepção de Suporte Social. Resultados: A minoria LGBT apresentou níveis maiores de aceitação e de percepção de suporte social, porém, quanto ao conhecimento de políticas públicas específicas para eles na academia, ambos os grupos demonstraram desconhecimento sobre o tema. Conclusão: Importante discutir sobre questões de gênero e saúde mental, tendo como finalidade buscar suporte psicológico e social aos que estão sofrendo.

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Biografia do Autor

Danilo Bastos Bispo Ferreira, Residente em Psiquiatria da Infância e Adolescência, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, HC-UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil

 

 

Adozina Marques de Souza Neta, Residente em Cardiologia, Instituto Nacional de Cardiologia, INC, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

 

 

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Publicado

2022-10-22

Como Citar

1.
Ferreira DBB, Ferreira FBB, Menezes CCS, Souza Neta AM de, Pessôa B de SL, Mattos RMPR, Pimentel D. Orientação sexual e identidade de gênero: a homossexualidade e seus reflexos na saúde mental de estudantes de medicina de uma universidade sergipana. Debates em Psiquiatria [Internet]. 22º de outubro de 2022 [citado 7º de dezembro de 2022];12:1-23. Disponível em: https://revistardp.org.br/revista/article/view/354

Edição

Seção

Artigos Originais

Plaudit

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