Elevada prevalência de depressão em pacientes de um ambulatório de referência em fibromialgia

Autores

  • Sofia Gonçalves Tonoli Graduanda da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da Pontifícia Universidade Católica de SP (FCMS-PUCSP) https://orcid.org/0000-0003-2809-1699
  • Ana Júlia Campi Nunes de Oliveira Graduanda da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da Pontifícia Universidade Católica de SP (FCMS-PUCSP), Sorocaba, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0002-3408-1211
  • Andre Joko Henna Graduando da Faculdade de Medicina do Centro Universitário Lusíada, UNILUS, Santos, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0002-4772-1660
  • José Eduardo Martinez Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da Pontifícia Universidade Católica de SP (FCMS-PUCSP), Sorocaba, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0002-3864-6822
  • Elaine Aparecida Dacol Henna Departamento de Saúde Coletiva e Saúde Mental da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da Pontifícia Universidade Católica de SP (FCMS-PUCSP), Sorocaba, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0002-2540-1615

DOI:

https://doi.org/10.25118/2763-9037.2022.v12.222

Palavras-chave:

depressão, fibromialgia, disfunção

Resumo

Introdução: Fibromialgia (FM) é uma síndrome dolorosa crônica e, frequentemente ocorre concomitantemente com depressão, mas as taxas dessa co-ocorrência são inconsistentes entre os estudos, com grande variabilidade. Objetivo: Investigar e comparar a prevalência de depressão em pacientes do ambulatório de fibromialgia do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (FM) e em pacientes sem fibromialgia atendidas na unidade básica de saúde (SFM). Assim como avaliar idade, índice socioeconômico, emprego e uso de serviços de saúde mental nessas populações. Método: Estudo transversal onde foram avaliadas 35 mulheres com FM e 27 SFM. Para avaliação da presença de depressão utilizamos o Inventário de Depressão de Beck e para as demais variáveis utilizamos um questionário de dados sociodemográficos. Como a amostra com FM foi majoritariamente composta por mulheres, optamos por excluir os homens das análises. Comparamos os resultados das amostras de acordo com a origem e posteriormente avaliamos apenas a amostra com fibromialgia, quando realizamos uma análise de correlação exploratória e subsequentemente dividimos em FM com depressão e FM sem depressão para explorar as possíveis diferenças entre as variáveis. Resultados: A prevalência de depressão observada no período do estudo foi de 65,7% na amostra FM e de 29,6% na SFM. As pacientes com FM eram significativamente mais velhas (53,9 anos e 40 anos), com maior proporção de mulheres aposentadas e do lar, com menor índice socioeconômico e com maior uso de serviço de saúde mental, quando comparadas às SFM. Conclusão: Dada a alta prevalência de transtorno depressivo em nosso estudo, podemos sugerir que todos os pacientes diagnosticados com fibromialgia deveriam ser sistematicamente investigados quanto à presença de depressão na tentativa de diagnóstico e intervenções precoces.

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Publicado

2022-05-17

Como Citar

1.
Tonoli SG, Oliveira AJCN de, Henna AJ, Martinez JE, Henna EAD. Elevada prevalência de depressão em pacientes de um ambulatório de referência em fibromialgia. Debates em Psiquiatria [Internet]. 17º de maio de 2022 [citado 27º de setembro de 2022];12:1-14. Disponível em: https://revistardp.org.br/revista/article/view/222

Edição

Seção

Comunicação Breve