Impacto do tempo de exposição à doença e do tratamento em pacientes com migrânea

Autores

  • Thaís Brito Vilela Doutoranda, Medicina Molecular, Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil https://orcid.org/0000-0003-1144-9631
  • Pedro Henrique Ribeiro da Cunha Discente, Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil https://orcid.org/0000-0003-3910-4432
  • Rodrigo Nicolato Docente, Pós Graduação em Medicina Molecular, Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil https://orcid.org/0000-0003-1585-7720
  • Isabela Maria Magalhães Lima Docente, Universidade Federal de São João Del-Rei, UFSJ, São João Del-Rei, MG, Brasil https://orcid.org/0000-0002-4549-9576

DOI:

https://doi.org/10.25118/2763-9037.2023.v13.472

Palavras-chave:

enxaqueca sem aura, angústia psicológica, idade de início, tempo para o tratamento, transtornos de enxaqueca, cefaleia

Resumo

Introdução: a migrânea é responsável pelo impacto na funcionalidade e no sofrimento psicológico de indivíduos acometidos por essa condição. A gravidade dos sintomas migranosos e o tempo de exposição estão associados e dizem respeito à idade de início da migrânea e ao tratamento precoce. Objetivo: o objetivo deste artigo é verificar se há associação entre o tempo de exposição à migrânea e a prevalência de sintomas depressivos e ansiosos, bem como identificar a relação, direta ou indireta, do tempo de tratamento sobre sintomas de transtornos psiquiátricos e a diminuição do impacto da doença na vida dos pacientes. Método: esta pesquisa configura-se como um estudo descritivo transversal, realizado em uma unidade especializada em atendimento de pacientes com migrânea com uma amostra dividida em grupo controle, migrânea episódica e migrânea crônica. Resultados e conclusões: concluiu-se que os pacientes com migrânea, seja ela crônica (MC) ou episódica (ME), pareados em relação à idade atual, relataram período de início das cefaleias aproximado, mas possuem tempo de tratamento diferente (MC=15 meses e ME=34 meses). Além disso, o grupo com migrânea crônica apresentou maior carga da doença.

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Biografia do Autor

Thaís Brito Vilela, Doutoranda, Medicina Molecular, Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil

Pedro Henrique Ribeiro da Cunha, Discente, Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil

Rodrigo Nicolato, Docente, Pós Graduação em Medicina Molecular, Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil

Isabela Maria Magalhães Lima , Docente, Universidade Federal de São João Del-Rei, UFSJ, São João Del-Rei, MG, Brasil

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Publicado

2023-04-15

Como Citar

1.
Vilela TB, Cunha PHR da, Nicolato R, Lima IMM. Impacto do tempo de exposição à doença e do tratamento em pacientes com migrânea. Debates em Psiquiatria [Internet]. 15º de abril de 2023 [citado 24º de junho de 2024];13:1-23. Disponível em: https://revistardp.org.br/revista/article/view/472

Edição

Seção

Artigos Originais

Plaudit

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