Educação em psiquiatria nas redes sociais: experiência de um projeto de extensão universitária
DOI:
https://doi.org/10.25118/2763-9037.2026.v16.1675Palavras-chave:
saúde mental, educação médica, educação em saúde, mídias sociais, redes sociais, instagramResumo
Introdução: As redes sociais constituem espaços relevantes para busca e circulação de informações em saúde mental, porém a qualidade do conteúdo é heterogênea e, não raro, inclui desinformação. Iniciativas universitárias que visem ampliar a oferta de informação baseada em evidências e criar oportunidades formativas em comunicação científica digital são essenciais para a formação acadêmica e vínculo com a comunidade. Objetivo: Descrever a implementação e os resultados de um projeto de extensão universitária na área de Psiquiatria. Métodos: Relato de experiência de intervenção educacional digital em saúde mental, organizada em dois perfis temáticos, “Papo de Ansiosos” e “Papo de Neurodivergentes”. Foram analisados registros institucionais de execução e métricas agregadas fornecidas pela plataforma: número de ações, visualizações, contas alcançadas e origem das visualizações, além da participação discente. Resultados: Participaram 14 estudantes da graduação em medicina ou de áreas correlatas, sete em cada perfil, com 180 horas de atividade por estudante. Foram produzidas 90 ações educativas, 50 sobre transtornos de ansiedade e 40 sobre neurodivergência, totalizando 32.463 visualizações. Os perfis registraram, respectivamente, 18.873 e 13.590 visualizações e alcance reportado de 2.354 e 1.695 contas. No perfil voltado à ansiedade, 51,7% das visualizações foram provenientes de não seguidores. Conclusão: A experiência demonstrou viabilidade operacional e capacidade de difusão de conteúdo psicoeducativo em saúde mental. As métricas disponíveis não permitem inferir aprendizagem, mudança de atitudes, redução de estigma ou efeito clínico; avaliações futuras devem incorporar desfechos educacionais validados.
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