Aspectos gerais da avaliação e tratamento dos transtornos alimentares

Autores

  • Maria Amália Accari Pedrosa Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares (GOTA), Instituto de Psiquiatria (IPUB), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ. Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia, Rio de Janeiro, RJ. https://orcid.org/0000-0002-4935-565X
  • Fernanda Trombini Nunes Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares (GOTA), Instituto de Psiquiatria (IPUB), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ. Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia, Rio de Janeiro, RJ.
  • Lívia Lopes Menescal Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares (GOTA), Instituto de Psiquiatria (IPUB), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ. Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia, Rio de Janeiro, RJ.
  • Camila Herculano Soares Rodrigues Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE.
  • Jose Carlos Appolinario Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares (GOTA), Instituto de Psiquiatria (IPUB), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ. Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia, Rio de Janeiro, RJ.

DOI:

https://doi.org/10.25118/2763-9037.2019.v9.50

Palavras-chave:

Tratamento, anorexia nervosa, avaliação, transtornos alimentares

Resumo

Os transtornos alimentares são quadros psiquiátricos que cursam com intenso sofrimento psíquico e diversas complicações clínicas. A avaliação de pacientes com transtornos alimentares costuma exigir uma anamnese minuciosa, exame físico e psíquico detalhado e exames complementares. Nessa avaliação, objetiva-se estabelecer um diagnóstico nosológico do transtorno alimentar e das comorbidades, uma estratificação do risco clínico e psiquiátrico, para então estabelecer um planejamento terapêutico. Após essa avaliação inicial, de acordo com a gravidade do caso, o clínico deve decidir o nível de tratamento recomendado, que pode ser desde a hospitalização até o atendimento ambulatorial regular. Outras decisões, como a via de realimentação, o valor calórico planejado para a realimentação e as metas de recuperação, também devem ser pré-definidas. Sumarizamos, neste artigo, alguns aspectos relacionados à avaliação, comorbidades e orientações gerais de tratamento a partir de três diretrizes internacionais de manejo e tratamento de transtornos alimentares, a saber: duas  britânicas, a guideline de transtornos alimentares do National Institute for Health and Care Excellence (NICE) e o Management of Really Sick Patients with Anorexia Nervosa (MARSIPAN); e uma australiana, elaborada pelo Royal Australian and New Zealand College of Psychiatrists (RANZ-CP).

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Publicado

2019-09-30

Como Citar

1.
Pedrosa MAA, Nunes FT, Menescal LL, Rodrigues CHS, Appolinario JC. Aspectos gerais da avaliação e tratamento dos transtornos alimentares. Debates em Psiquiatria [Internet]. 30º de setembro de 2019 [citado 27º de junho de 2022];9(3):14-23. Disponível em: https://revistardp.org.br/revista/article/view/50

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